Acabei voltando um pouco antes de viagem. Por um lado foi bom, deu pra dar andamento na finalização do motor. O último post do ano vai ser ligeiramente grande, mas espero que vocês fiquem felizes, como eu fiquei com a finalização do motor.
Atualizando
Na semana do dia 18, eu consegui, depois de muita procura encontrar as chapas que faltavam do motor. Foram quatro chapas novas. Uma delas – a da ordem dos cabos do ponto – eu comprei errada, mas o mecânico conseguiu fazer uma adaptação nela, já que a de Fusca eu não encontrei de maneira alguma.
28 de Dezembro
Resolvi ir ao mecânico logo cedo para ver se já estava tudo pronto. Chegando lá, conversei rapidamente com ele e vi o que estava faltando. Ele estava mexendo no freio traseiro, que, como tinha comentado, estava com problema de vazamento de óleo. O problema nos dois freios traseiros era de instalação. A oficina que eu mandei trocar os freios em Abril não soube colocar tudo no lugar de volta e acabou fazendo besteira. O importante é que agora está tudo arrumado.
Depois do freio, o mecânico foi resolver o problema da direção. Eu aproveitei que o tanque de gasolina ia ser retirado pra lavar o mesmo. Deu um trabalho, mas eu consegui deixar ele limpo por dentro. A direção foi arrumada também. O problema dela estava na caixa de direção, que foi instalada de forma incorreta, fazendo com que a barra de direção raspasse na lataria, dando jogo na direção e problemas pra virar pro lado direito. Mais um problema corrigido.
Depois de arrumar esses dois problemas, fomos finalizar o motor. Enquanto o mecânico mexia no motor, resolvi zerar o hodômetro do carro. Pedi algumas instruções rápidas e fui desmontar o velocímetro. Não deu outra, quebrei tudo. Fiquei de ir no dia seguinte atrás de um novo.
Motor pronto, a vontade de todos era ver o bichinho funcionando. Resolvemos ligar ele fora do carro mesmo. Fui comprar gasolina enquanto o mecânico, junto com o filho dele, colocava o motor no chão, em cima de um pneu, já que ele estava sem o gabarito pra funcionar na bancada. Colocamos uma transmissão velha só pra segurar o motor e o motor de partida, puxamos uns cabos da bateria, improvisamos um tanque de gasolina com um galão de óleo e tentamos dar a partida fazendo ligação direta.
Nada! O motor não pegava de jeito nenhum. Coloca gasolina no carburador e lá se vai mais uma tentativa frustrada. Nada novamente. Verifica os cabos, vê se todos os cabos estão com energia e tenta novamente. Nada de novo. A caixa e a bobina da injeção estavam quase pegando fogo. Curto? Talvez. Problemas no chicote? Provavelmente.
Pra nossa sorte, apareceu na oficina de forma inesperada um eletricista de uma das oficinas da região. Ele verificou toda a instalação elétrica – precária digas-se de passagem – e concluiu que não existia problema nenhum. O mecânico verificou então a ligação dos cabos de ponto. Problema encontrado! Os cabos foram ligados na seqüência errada.
Nova tentativa, motor pegando! A alegria foi geral. Às seis horas da tarde fechamos a oficina felizes, com o motor funcionando e pronto para ser colocado no carro. Abaixo seguem algumas fotos de como montamos o motor para ligá-lo da primeira vez.

Detalhe para o tanque improvisado

A gambiarra

Momento de desespero
29 de Dezembro
Sai no começo da tarde atrás de um velocímetro novo, mas que marcasse mais do que 140 Km/h, pois a velocidade atual do velocímetro provavelmente seria alcançada rapidamente com o novo motor. Fui ao centro de São Paulo e só encontrei os originais do Fusca por um preço exorbitante. Resolvi então ir de mãos vazias pro mecânico e procurar depois o velocímetro na internet.
Cheguei ao mecânico e já encontrei o motor dentro do carro. Ele estava fazendo as ultimas instalações elétricas. Enquanto ele finalizava, fui colocar o tanque de gasolina de volta no lugar.
Depois de colocar o tanque novamente no lugar, fui comprar um filtro de gasolina novo, já que o antigo estava preto praticamente. Na loja de peças, aproveite e comprei uma haste nova, mais comprida, para a troca de marchas e um marcador zerado pra gasolina que eu vou instalar depois da reforma interna do carro.
Voltei pra oficina e resolvi trocar a haste. Não sabia que seria tão difícil trocar uma haste de troca de marchas, mas eu consegui!
Terminei a instalação da nova haste praticamente junto com as ultimas instalações do motor. Vamos ligar o motor dentro do carro, colocar as rodas que eu quero levar a Taturana ainda hoje pra casa. O mecânico concordou e eu fui dar a partida no carro, sem velocímetro ainda!
Dei na partida e nada! Poe gasolina direto nos carburadores e tenta novamente. Nada! Verifica a ordem dos cabos de ponto. Nesse ponto eu vi o mecânico batendo a cabeça na parede porque tinha ligado novamente de forma invertida. Tenta novamente dar a partida. Nada! Verifica as mangueiras do tanque, problema encontrado! Colocamos umas braçadeiras apertadas demais, não deixando a gasolina chegar ao motor. Tenta novamente, funcionou!
O barulho ficou lindo, o motor embaralha em ponto morto, os carburadores foram regulados, mas o carro não tem lenta. Resolvemos fechar tudo e ir embora pra continuar no sábado. Já eram quase oito da noite e estavam todos quebrados. Mas saímos de lá com a certeza de que no sábado a Taturana volta pras ruas. Abaixo segue mais uma foto e uma surpresa. Meu cunhado gravou um pequeno vídeo com o celular dele do motor funcionando. Não da pra escutar muito bem porque o som esta ruim, mas já da pra ter um gostinho.

Ajustes finais
Abraços a todos e feliz ano novo! Amanhã eu vou passear com a Taturana e não quero nem chegar perto do micro. No ano que vem eu volto com muitas novidades.

